
-Acredita em mim.
É tudo medo. Não passa de medo. De que mude, de que não se mostre mais como se mostra.
De que suma. Não resista. De que não seja o que parece ser.
Eu não ligo pra eles, não mesmo. Eles não sabem nada, querem te tirar de mim. Sempre querem tirar as pessoas das pessoas, quandos as pessoas são importantes para as pessoas.
-Acredita em mim.
Não há maldade. Há riscos. Eu sempre fui atrás deles ( como se mostram interessantes! ). Se não for assim, será do jeito mais chato e ''normal'', como eles dizem.
Esse aqui é estranho, quase ninguém entende, quase ninguém quer entender. Sofre. Chora. Imagina. Pensa nisso ( e também naquilo ).
É grande o penar.
-Acredita em mim.
Não trocaria isso nem por mil impérios. Se você ainda estiver aqui. Agora te parece o quê? Eu sei que na verdade, isso significa algo pra alguém. Torço pra que seja você. E naqueles dias eu pensei ( coisa que não se deve fazer nos dias de hoje ). Todos os caminhos percorridos. Amigos feitos. Decepções sofridas. Saudades sentidas. Lembranças. Nostalgias más. Pensamentos do que ''poderia ser''. Vontades. Tudo isso. Me fazem, compõem. Inclusive você.
-Acredita em mim.
Se te peço é por que preciso, não o faria se assim não fosse. O quanto já te mostrei? O quanto já te dei? Falei? Você ainda não me viu. O tempo é amigo do tempo, os dois são as coisas mais indestrutíveis do universo. Eles vêm e ajudam. Mostram. Doam. Falam. Só pra que a gente saiba, depois, se tudo valeu a pena.
-Acredita em mim?
Só há uma condição, e eu já te disse qual é.
O que se encontra no meio do tudo.
Ou do nada.

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